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domingo, 23 de novembro de 2008

Auto-avaliação

Bem, eu gostei da interdisciplina, realizei as atividades todas dentro do prazo, sendo que refiz aquelas que foram necessárias e assim pude compreender melhor o que fora solicitado nas atividades, participei dos fóruns contribuindo com minhas idéias, inclusive acredito que os fóruns são um recurso muito importante de aprendizagem, pois na troca com os colegas, professores e tutores pode-se compreender melhor muitos assuntos.

A interdisciplina de Escola Cultura e Sociedade foi muito importante para a minha formação pois aprendi muito, com assuntos que me proporcionaram a construção de conhecimentos, com leituras muito ricas, onde fui levada a refletir sobre a realidade da nossa educação e sobre o que nós como professores podemos fazer para melhorar a sociedade. Pude fazer uma relação da educação desde quando era estudante das séries iniciais até agora estudante do PEAD, e perceber que muita coisa mudou para melhor, mas que ainda há muito a ser feito. E que nós professores temos muitas vidas nas nossas mãos a cada ano, e que em cada uma delas podemos semear uma sementinha da mudança, sabendo que algumas vão brotar e espalhar por aí aquilo que de bom receberam de nós. A educação é um dos fatores mais importantes para o bom desenvolvimento de uma sociedade, portanto ela é a base para a transformação.

Esse semestre foi muito gratificante para mim, pois ao contrário do que pensei, as leituras foram bem prazerozas e instrutivas, sendo que as atividades se interligavam com as de Organização do Ensino Fundamental e Gestão.


domingo, 2 de novembro de 2008

Trabalho docente

A leitura do texto " O trabalho docente, a pedagogia e o ensino" de Maurice Tardif, fez-me remeter a toda caminhada que já fiz até agora nessa profissão maravilhosa de professora. E nessa caminhada, também devo dizer que está sendo muito proveitoso esse curso de pedagogia na UFRGS, pois estou me aperfeiçoando e melhorando meu desempenho no trabalho.

Esse texto pretende mostrar como a análise do trabalho dos professores, considerado em seus diversos componentes, tensões e dilemas, permite compreender melhor a prática pedagógica na escola. Concordo com as afirmações do autor e cito o trecho: "O perigo que ameaça a pesquisa pedagógica e, de maneira mais ampla, toda a pesquisa na área de educação, é o da abstração: essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc. " Não tenho experiências diferentes nesses seis anos de docência além de trabalhar com a educação infantil, mas trago um exemplo da minha realidade: tenho uma sala pequena, que quando estão todas as crianças, na hora de dormir, não sobra nem um espaço na sala além dos colchões, a não ser para a minha mesa, crianças com problemas e muita vontade de trabalhar de minha parte. Mas como desenvolver um trabalho bom, se a cada dia mandam mais uma criança para a sala, sem mesmo saber se ela comporta tanto? Não temos apoio profissional para atender crianças com problemas, estamos diante de inúmeras dificuldades não podemos fazer nada para saná-las, pois não depende de nós, a não ser buscar apoio da família, que na maioria das vezes não colabora. Cito também como exemplo, essas provas aplicadas aos alunos, para avaliar o nível de aprendizagem na educação do país, que o governo defende. Como o aluno pode ser "medido" dessa forma? Não se considera que são realidades diferentes e que isso generalizado, não serve para avaliar o ensino como um todo! Voltamos no tempo, aplicando provas dessa espécie!

Segundo o autor "... a maioria dos discursos que hoje tratam do ensino e são veiculados pela classe política, pela mídia, e pelos formadores de opinião – e freqüentemente por vários professores universitários – questiona se os professores trabalham bastante, se trabalham corretamente ou se dão um bom acompanhamento aos seus alunos. Constata-se, portanto, que a maioria das pessoas que se interessam pelo ensino fala sobretudo, e até exclusivamente sobre aquilo que os professores deveriam ou não deveriam fazer, ao invés de se interessar pelo que fazem realmente. " Isso é uma verdade mesmo, quantas coisas que fizemos, com todos os obstáculos existentes, conquistas que realmente tem valor para os alunos, e que não são valorizadas. É preciso levar em conta os recursos disponíveis, o número de alunos, as condições, a realidade dessa escola e tantas outras coisas. E nesse sentido concordo também quando o autor diz que a “pedagogia” não é uma categoria inocente, uma noção neutra, uma prática estritamente utilitária: pelo contrario, ela é portadora de que se encontram vinculados à escolarização do magistério. Lidamos com pessoas, e isso envolve relações, e cada grupo vai ser diferente de outros, com anseios diferentes e realidades diferentes.

“ Nada nem ninguém pode forçar um aluno a aprender se ele mesmo não se empenhar no processo de aprendizagem”(p. 15). E para que ele se empenhe, é preciso que o professor seja um motivador, que cative os alunos, aguçe o interesse deles, buscando formas diferentes de incentivá-los. Por isso o professor é mercedor de destaque, pois ao contrário de outras profissões, onde há um modo único de trabalhar e obter o resultado final, o professor precisa usar de estratégias para conseguir o sucesso com os alunos, pois todos são diferentes e com interesses diferentes, e ao mesmo tempo ele precisa ter consciência de que tem um grupo a sua espera, e assim trabalhar o coletivo e também o individual. Por isso que ser professor, não é para qualquer um, é preciso ter amor pelo que faz, é ser um pouco de tudo, ser mestre, ser artista, ser mãe, ser enfermeira...

sábado, 13 de setembro de 2008

Os três tipos de dominação legítima

Dominação é a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato, como muitos colegas falaram, sempre existiu e vai existir dominantes e dominados.
Os três tipos de dominação são: Dominação legal -Em virtude do estatuto, nela os direitos podem ser criados e modificados mediante um estatuto. Seu tipo mais puro é a burocracia.
O funcionário tem formação profissional, cujas condições de serviço se baseiam num contrato com pagamento fixo, graduado segundo a hierarquia do cargo e não do volume do trabalho, tem direito de ascenção conforme regras fixas. Seu ideal é proceder sem influências de motivos pessoais e nenhuma influência sentimental, sem consideração da pessoa.
Atualmente temos um sálario fixo e ascenção conforme o plano de carreira , sabemos que nossas influências pessoais são importantes, pois um professor assume sua prática a partir dos significados que ele mesmo lhe dá.
Dominação tradicional- Em virtude da crença na santidade, das ordenações e dos poderes senhorais de há muito tempo existentes. Seu tipo mais puro é a dominação patriarcal ( de pai de família, do chefe da parentela ou soberano ). A obediência é em virtude da fidelidade, as ordens são baseadas na tradição.
A demonação patriarcal está cada vez mais escassa , pois atualmente a família está muito desestruturada e muitas tradições são vistas como \"coisas do passado\". Chefe da família é quem sustenta a casa, muitas vezes é a mulher que assume este papel.
Dominação carismática-Em virtude de devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais. Seus tipos mais puros são a dominação do profeta, do herói guerreiro.
O quadro administrativo é escolhido segundo carisma e vocação pessoais, não devido a qualificação profissional. Fazem parte dela a ação e o exemplo, não está presa á tradição.
O senhor carismático tem de fazer acreditar pela \"graça de Deus\", por meio de milagres, êxitos e prosperidade aos seus súditos.
Isto é o que vemos atualmente, muitas igrejas que dizem fazer milagres e prometem transformar por completo a vida das pessoas. A dominação carismática é uma relação social extracotidiana e puramante pessoal, temos liberdade religiosa, podemos escolher qual religião está de acordo com o que acreditamos e apresenta os princípios que queremos nos submeter.
A dominação está empregada em nossos dias, não existe alguém que sempre assuma o papel de dominante, em algum momento este ser é dominado por outro.