Mostrando postagens com marcador Trabalho docente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trabalho docente. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de maio de 2011

Reflexões 2008 - 2

Nesse semestre tivemos a interdisciplina de Projeto Pedagógico em ação
e assim pudemos nos aprofundar, por exemplo no PPP da escola, tão importante instrumento para o bom funcionamento da mesma. A escola como instituição pública, deve ser transparente no que diz respeito a sua funcionalidade, princípios e concepções numa gestão democrática, onde toda a comunidade escolar envolvida no processo educacional possa agir com participação, cooperação e estar a par da gestão financeira da escola, através da prestação de contas.
Tivemos Psicologia da Vida Adulta, trabalhamos bastante a aprendizagem na vida adulta. Segundo Piaget (1983, p. 236),” o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores”. Realmente acredito nisso, pois como a aprendizagem é um processo que ocorre ao longo da vida, ou seja, se aprende por toda a vida, os adultos trazem consigo toda uma bagagem de experiências que na hora de acrescentar novos aprendizados, abrem o baú das experiências e tentam aproveitar o que já tem somando com o que lhes é realmente novo. Na minha vida de estudante, todos os conhecimentos que eu já tinha antes, agora são aproveitados para a construção de novos aprendizados. A aprendizagem é um “processo em que o indivíduo convive com o outro, e ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o outro” (Maturana, 2001, pag. 29).
Na interdisciplina Organização do Ensino Fundamental, trabalhamos gestão democrática e gestão patrimonialista, sendo que a primeira é a ideal que todos nós buscamos, a equivalência entre decisões e realidade social da escola, utilização da escola como espaço público, e onde haja uma harmonia e mediações institucionais entre Secretaria de Educação, Conselho Municipal de Educação e escola, que a comunidade escolar tenha acesso à informações da escola, transparência na prestação de contas, entre outros.
Em Escola, Cultura e Sociedade, gostei muito de ler o texto " O trabalho docente, a pedagogia e o ensino" de Maurice Tardif.
Esse texto pretende mostrar como a análise do trabalho dos professores, considerado em seus diversos componentes, tensões e dilemas, permite compreender melhor a prática pedagógica na escola.
Conforme diz no texto "não existe uma maneira objetiva ou geral de ensinar; todo professor transpõe para a sua prática aquilo que é como pessoa", Conforme diz no texto "não existe uma maneira objetiva ou geral de ensinar; todo professor transpõe para a sua prática aquilo que é como pessoa", e isso é mesmo verdade, pois não há um jeito único de ensinar, uma fórmula pronta, cada professor tem a sua maneira, o seu jeito de ser, e assim ao ensinar vai deixar transparecer aquilo que ele próprio é, da sua maneira, tendo muitas vezes que se colocar no lugar do aluno, e perceber se da forma que está abordando o assunto em estudo realmente está sendo do entendimento dele e assim possa construir o conhecimento.
Nesse semestre , pude saber mais sobre a parte burocrática da escola, que é de extrema importância que se saiba, pois assim, eu pude me situar, dentro da minha escola, da sua organização e assim poder desempenhar melhor o meu papel, como parte integrante dessa instituição, com normas, fundamentos e que preciso saber.

domingo, 2 de novembro de 2008

Trabalho docente

A leitura do texto " O trabalho docente, a pedagogia e o ensino" de Maurice Tardif, fez-me remeter a toda caminhada que já fiz até agora nessa profissão maravilhosa de professora. E nessa caminhada, também devo dizer que está sendo muito proveitoso esse curso de pedagogia na UFRGS, pois estou me aperfeiçoando e melhorando meu desempenho no trabalho.

Esse texto pretende mostrar como a análise do trabalho dos professores, considerado em seus diversos componentes, tensões e dilemas, permite compreender melhor a prática pedagógica na escola. Concordo com as afirmações do autor e cito o trecho: "O perigo que ameaça a pesquisa pedagógica e, de maneira mais ampla, toda a pesquisa na área de educação, é o da abstração: essas pesquisas se baseiam com demasiada freqüência em abstrações, sem levar em consideração coisas tão simples, mas tão fundamentais, quanto o tempo de trabalho, o número de alunos, a matéria a ser dada e sua natureza, os recursos disponíveis, os condicionantes presentes, as relações com os pares e professores especialistas, os saberes dos agentes, o controle da administração escolar, etc. " Não tenho experiências diferentes nesses seis anos de docência além de trabalhar com a educação infantil, mas trago um exemplo da minha realidade: tenho uma sala pequena, que quando estão todas as crianças, na hora de dormir, não sobra nem um espaço na sala além dos colchões, a não ser para a minha mesa, crianças com problemas e muita vontade de trabalhar de minha parte. Mas como desenvolver um trabalho bom, se a cada dia mandam mais uma criança para a sala, sem mesmo saber se ela comporta tanto? Não temos apoio profissional para atender crianças com problemas, estamos diante de inúmeras dificuldades não podemos fazer nada para saná-las, pois não depende de nós, a não ser buscar apoio da família, que na maioria das vezes não colabora. Cito também como exemplo, essas provas aplicadas aos alunos, para avaliar o nível de aprendizagem na educação do país, que o governo defende. Como o aluno pode ser "medido" dessa forma? Não se considera que são realidades diferentes e que isso generalizado, não serve para avaliar o ensino como um todo! Voltamos no tempo, aplicando provas dessa espécie!

Segundo o autor "... a maioria dos discursos que hoje tratam do ensino e são veiculados pela classe política, pela mídia, e pelos formadores de opinião – e freqüentemente por vários professores universitários – questiona se os professores trabalham bastante, se trabalham corretamente ou se dão um bom acompanhamento aos seus alunos. Constata-se, portanto, que a maioria das pessoas que se interessam pelo ensino fala sobretudo, e até exclusivamente sobre aquilo que os professores deveriam ou não deveriam fazer, ao invés de se interessar pelo que fazem realmente. " Isso é uma verdade mesmo, quantas coisas que fizemos, com todos os obstáculos existentes, conquistas que realmente tem valor para os alunos, e que não são valorizadas. É preciso levar em conta os recursos disponíveis, o número de alunos, as condições, a realidade dessa escola e tantas outras coisas. E nesse sentido concordo também quando o autor diz que a “pedagogia” não é uma categoria inocente, uma noção neutra, uma prática estritamente utilitária: pelo contrario, ela é portadora de que se encontram vinculados à escolarização do magistério. Lidamos com pessoas, e isso envolve relações, e cada grupo vai ser diferente de outros, com anseios diferentes e realidades diferentes.

“ Nada nem ninguém pode forçar um aluno a aprender se ele mesmo não se empenhar no processo de aprendizagem”(p. 15). E para que ele se empenhe, é preciso que o professor seja um motivador, que cative os alunos, aguçe o interesse deles, buscando formas diferentes de incentivá-los. Por isso o professor é mercedor de destaque, pois ao contrário de outras profissões, onde há um modo único de trabalhar e obter o resultado final, o professor precisa usar de estratégias para conseguir o sucesso com os alunos, pois todos são diferentes e com interesses diferentes, e ao mesmo tempo ele precisa ter consciência de que tem um grupo a sua espera, e assim trabalhar o coletivo e também o individual. Por isso que ser professor, não é para qualquer um, é preciso ter amor pelo que faz, é ser um pouco de tudo, ser mestre, ser artista, ser mãe, ser enfermeira...