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sábado, 16 de maio de 2009

Questões raciais

A proposta de atividade da interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação, era entrevistar um aluno negro para saber como ele se sentia como tal,na escola. Me senti muito frustrada, quando, por incrível que pareça, ouvi de um diretor de escola, que eu não poderia fazer a entrevista na sua escola, pois lá não era tratada essa questão em sala de aula por causa dos conflitos e que esse assunto era muito delicado e que não poderia tirar da sala um aluno, pois iria atrapalhar o trabalho do professor, me aconselhou a procurar as famílias e conversar com os pais. Fiquei impressionada, pois o que aprendemos é que devemos trabalhar com nossos alunos a igualdade, o respeito, a união de raças e de etnias. Eu, com uma turma de maternal 1, já estou trabalhando com essas questões, envolvendo a família deles e se esse trabalho é feito desde pequenos envolvendo a comunidade escolar, essas crianças com certeza quando estiverem no fundamental e sempre bem orientados não serão racistas e nem sofrerão racismo ou preconceito no futuro.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mosaico


Em relação a minha postagem anterior, a Melissa me sugeriu colocar uma foto do mosaico que fiz com meus alunos, e questionou se eu considero a foto como evidência, e eu respondo que sim, pois ela está mostrando o resultado do trabalho realizado com as crianças, as várias origens das quais os meus alunos são descendentes e todo o material rico que a família deles levou para a escola, mostrando sua participação na atividade.

domingo, 19 de abril de 2009

Mosaico

Confesso que quando li a atividade do mosaico que tínhamos que desenvolver na interdisciplina de questões étnico-raciais na educação: sociologia e história, pensei : - como vou fazer isso tendo uma turma de maternal 1? Fiquei apreensiva pois as crianças são pequenas e a maioria quase não fala ou fala muito pouco. Mas aí percebi que isso não era um obstáculo, pois eu poderia trabalhar com a família deles também a questão das raças e etnias, pois é lá que tudo começa, a consciência de igualdade, respeito pelos semelhantes nas suas diferenças ou o preconceito, a vergonha, o racismo... Então, como estava trabalhando a família, aproveitei para dar começo a atividade, mandei um bilhete informativo para os pais e pedi fotos, recortes de jornais e revistas ou objetos que lembrassem suas origens. E funcionou, as famílias mandaram várias fotografias, apareceram indigenas, alemães, italianos, russos, negros.. Foi muito legal, pois os pais falaram sem vergonha de suas origens, é claro que sempre tem aqueles que não participam. E com as crianças, foi também muito bom, pois conversamos sobre as famílias, as diferenças, o carinho que devemos ter com todos os coleguinhas, que todos são amigos,observaram as fotos, e mostramos com quem na sala se pareciam nas características como cor da pele, dos olhos, cabelos... Vieram também recortes de comidas tipicas dos italianos e alemães.

Essa experiência foi muito boa, no primeiro momento achei que não seria válido pois eles são muito pequenos, mas como diz a coordenadora da minha escola "pode parecer que eles não estão entendendo nada, mas pode ter certeza que uma sementinha tu estarás plantando". E com o envolvimento da família, tenho certeza que contribuí para que eles se conscientizem da importância da inclusão, do respeito às individualidade das pessoas e assim possam passar para os seus filhos também.



quarta-feira, 1 de abril de 2009

O eu e o outro

A atividade da interdisciplina de Questões etnico-raciais na educação: sociologia e história, na aula presencial, foi muito interessante pois deveríamos nos descrever, nos olhando no espelho e depois fazíamos o mesmo com um colega, e algumas caracterìsticas que uma não tinha percebido sobre si , a outra colega descreveu. E na primeira atividade: como me vejo e como os outros me vêem, foi como uma autoavaliação, comparando traços físicos semelhantes aos meus familiares, e também, comportamentos que tenho, alguns bons e outros não tanto, que herdei de meus familares. Percebi, também que eu pouco sei dos meus antepassados, portanto não conheço bem a minha história, e por isso preciso pesquisar para poder me entender melhor também.